Rádio Engenho Velho

domingo, 29 de julho de 2018

CONFRARIA LITERÁRIA DE BARBALHA REALIZA REUNIÃO MENSAL


A Confraria Literária de Barbalha realizou no último sábado, 28/07/2018, a sua reunião mensal na Central da Pizza, localizada na Praça Filgueira Sampaio, Centro Histórico da cidade de Barbalha. A mesma contou com as presenças do Professor Antonio de Luna, do Jornalista e Escritor Josélio Araújo, da Escritora Marise Brandão, dos Poetas e Escritores Francisco Timóteo e Wilson Vieira e, do Produtor Cultural, Cantor e Compositor Francisco Demontiêr (Panticola). Vários assuntos, de interesse da coletividade, foram debatidos, entre eles a gravação de um CD de poesias de escritores da terra, uma ideia do poeta Wilson Vieira que fez a explanação sobre o assunto. Fizemos uma relação de escritores barbalhenses onde entraremos em contato com os mesmos para sabermos se eles têm interesse em participar do projeto, para tanto se faz necessário a confirmação até o final do mês de agosto de 2018.

A escritora Marise Brandão levou, para apreciação dos presentes, um trabalho de um poeta, Tio seu, dos anos 50, um material de um valor significante para a história da literatura do Cariri. Ficamos de ver a possibilidade de impressão do mesmo.

O Poeta e Escritor Francisco Timóteo mostrou a boneca do seu próximo Cordel que, fala sobre os 178 anos de emancipação política da cidade de Barbalha, um trabalho muito interessante sobre a nossa cidade.

Próxima reunião, dia 25 de agosto de 2018 no local de sempre.



sexta-feira, 27 de julho de 2018

REUNIÃO DA CONFRARIA LITERÁRIA


CONVITE

Reunião, amanhã, 28/07, às 09 horas, na Central da Pizza na Praça Filgueira Sampaio, Centro da cidade de Barbalha. 

Este convite é  para os integrantes da Confraria e extensivo aos interessados em participar da mesma.

quinta-feira, 26 de julho de 2018

DIA DOS AVÓS - ORIGEM DA DATA

Escreveu:
Francisco Temóteo Ribeiro

Comemora-se hoje, 26 de julho, o dia dos Avós. Esse dia foi escolhido para a comemoração, porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Após a festa de São Joaquim ter sofrido várias alterações ao longo dos tempos, no século XX o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria Santíssima”.

Conta a história (século I antes de Cristo), Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina, a quem batizaram de Maria. Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos. Devido a sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.

Os avós têm uma importante função na família além dos mimos dos netos, (o xodó, são avós corujas). Os avós sempre estão defendendo os netos. São os suportes afetivos e às vezes financeiros, por isso dizem que são pais duas vezes. Muitas vezes tomam à frente da educação dos netos, orientando-os com suas experiências e com sentimentos de vivenciar os frutos de seu fruto, dando continuidade as gerações. Quer dizer, a valorização e o crescimento da família que é à base da sociedade. Celebrar o dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida, o reconhecimento, o respeito e o valor da sabedoria adquirida ao longo dos anos. 

Veja a importância dos avós na família: são eles que transmitem as tradições, costumes, experiências, para novas gerações.  No mundo moderno quando os pais têm jornadas extensas de trabalho, os avós passam longos períodos com os netos. Grande oportunidade de ajudar na educação e na formação religiosa das crianças.  Assim já foram São Joaquim e Sant’Ána os  pais de Nossa Senhora e os avós de Jesus. Foram eles que transmitiram a fé e a educação, perpetuado na Família Sagrada.

Por excelência, parabéns aos queridos avós, neste dia 26 de julho e todos os dias.  Amamos vocês não só porque são os pais de nossos pais, porém, com vínculo de respeito e admiração por ter conseguido superar as dificuldades em tempos difíceis e chegar aonde chegaram nesta fase tão bonita da vida com amor, trabalho e determinação. Com certeza, todo nosso reconhecimento. 
Com muito carinho, viva o dia dos Avós!

Barbalha, CE  julho de 2018


sexta-feira, 20 de julho de 2018

84 ANOS DE SAUDADES DO PADRE CÍCERO


Por: Francildo Silva


Oitenta e quatro anos
Da Páscoa definitiva
Do Padim Cícero Romão
Vida humilde ativa
Que amou sem distinção
Cumprindo a sua missão
Norte da vida em deriva
*
Sua luta enriqueceu
Nosso nordeste sofrido
Amenizou muitas dores
Alívio do oprimido
Fez um bonito papel
Mereceu lindo troféu
Por tudo aqui construído
*
20 de Julho é marcado
Data triste e dolorida
34 aquele ano
Pra aquela gente querida
Ficou órfão do Padim
Que ensinou até o fim
Pra ser fiel nesta lida
*
Meu padim na sua história
O Evangelho viveu
Também foi obediente
Chorou e também sofreu
Mas foi fiel a Igreja
Alma pura e bem fazeja
Até a hora que morreu
*
Defendeu com muito afinco
O pobre  e trabalhador
Os mandamente de Deus
Foi autêntico imitador
Buscando sempre Jesus
Farol que guia e  conduz
Pautado no grande amor
*
'Quem matou não mate mais"
"Quem roubou va devolver"
"Não pegue no que é alheio"
Para não se arrepender"
Seja honesto e consciente
Vida uma vida descende
Para o céu merecer
*
Cuide do rio e da roça
Faça cisterna em casa
Pra apanhar água da chuva
E a seca ser amenizada
Plante Pé de algaroba
Ervas também maniçoba
E Uma Horta organizada
*
Entre a vida e a missão
Do Evangelho vívido
Contou quase seus 90
Tempo assim compreendido
Opção pela pobreza
D'uma vida em realeza
Também tão correspondido
*
Tornou-se o Patriarca
Do Nordeste Brasileiro
Pela sua austeridade
Honesto justo e ordeiro
Mesmo sendo perseguido
Não ficou  desiludido
Permaneceu verdadeiro
*
Para o povo é referência
De Sacerdote zeloso
Para a igreja é joia
De exemplo jubiloso
Merece ser imitado
Virtude é seu legado
Tem um coração bondoso
*
Profeta contemporâneo
Viveu e pregou o bem
Ensinou sem distinção
Nunca desprezou ninguém
O Evangelho foi norte
De sua VIDA o suporte
Sua humildade convém
*
Conquistou e até hoje
Continua a conquistar
Uma pouco de sua história
É algo de admirar
Quem conhece este nome
E também seu sobrenome
Vai nele então confiar
*
Nossa cidade cresceu
Meu padim é responsável
Não tenho dúvida de nada
Seu nome é admirável
Conhecido em todo mundo
Tenho um orgulho profundo
Por este ser tão notável
*
Crendo no que diz Jesus
Que é Ressureição e vida
Hoje queremos louvar
De maneira bem vivida
Aos 84 anos
De nosso Deus os seu planos
Memória prevalecida
*
Desde Santo padim  CiÇo
Que só pregou alegria
Foi rogar  a Deus do céu
Junto a Virgem Maria
Por cada romeiro seu
Ele mesmo prometeu
Que dessa forma faria
*
E viva meu padim CiÇo!
Vive o Santo Juazeiro
Viva a Maria Araújo
Que protagonizou primeiro
O milagre de Jesus
Seu sangue serviu  de luz
Nesta terra de romeiro


quinta-feira, 19 de julho de 2018

O MENINO E A CACHORRA


                                   Foto: DjRicardo Brito

Versos: 
Adriana Luna

Saíram pra passear
Cada um foi para um lado
Num instante crucial
E num canto adequado
Acharam de se encontrar
Para ali deliberar
Um momento engraçado

Foi aí que a cachorra
Pouco saía de casa
Conheceu uma galinha
E buliu na sua asa
Achou que era um brinquedo
Pendurou-a pelo dedo
E ia levar pra casa

O menino muito aflito
Via aquele acontecido
Brigava com a cachorra
Pra parar com o bulido
Mas ela não entendia
E muito se divertia
E o menino aborrecido

Com aquela barulheira
Chega o dono da galinha
De quem era a cachorra?
Perguntava ao cabinha
Enquanto isso o menino
Em um grande desatino
Sumia na entrelinha

Tapou a boca da cachorra
Para ela não latir
Se esconderam numa moita
Até o homem sumir
Ele corria a vista
Sem achar nenhuma pista
Até que veio a desistir.

sábado, 14 de julho de 2018

C O N V I T E


Autor: Francisco Temóteo Ribeiro 

Doutor aceite convite
Do Cariri, sul do Ceará
Perto de Juazeiro do Norte
Crato, Jardim do lado de lá
Aqui tem exposição, feira
Mulher bonita, faceira
Faz medo se apaixonar

Se o doutor for casado
Traga a sua mulher
“Às daqui já tem dono”
E não meta sua colher
Morenas, bonitinhas
Loirinhas e novinhas
Cai na onda se quiser

Para o doutor se divertir
Forró tem em Barbalha
No parque da cidade
A moçada não falha
Aqui o cavalo de cela
Rapadura de gamela
E rede até de malha

Tem aguardente de cana
Tem tripa, tem mocotó
Guiné umas galinhas
Farinha e carne assada
Umas tarefas de terra
Aqui pertinho da serra
Pra se treinar na enxada

A roça ta uma beleza
O feijão de canivete
Merece já uma limpa
Inverno bom promete
Maxixe, quiabo, coentro
Numa leira por dentro
Aqui o doutor se diverte...!

Quatro horas da manhã
Escute o galo cantar...!
No café cuscuz, beiju
O doutor vai se levantar
Enxada ta disposição
Pegue a cabaça, facão
Almoço lá! Aqui, o jantar!



segunda-feira, 9 de julho de 2018

SAUDADE DO SERTÃO

Escreveu:Fco. Temóteo Ribeiro



Um bode que bodeja no chiqueiro
Uma vaca cardã chamando o filho
Um galo que canta no terreiro
Coisas que acontecem no sertão

Nos versos do Dr. Napoleão...!
Um touro que urra no escarpado
Um tetéu que grita a noite inteira
Uma juriti que arrulha no roçado
Um cabrito que nasce no terreiro
Isso só acontece no sertão

Um aribé de queijo no fogão
Uma tachada de doce na fervura
Um cavalo que pega barbatão
Coisinhas que acontecem no sertão

Para o poeta Zé Joel...!
Quando chove no sertão
Canta forte o sabiá
O capina acorda cedo
Como é lindo o seu cantar...!
Voa ainda o carcará
O bem-te-vi desce ao chão
Pra pegar uma promeza
Goza toda Natureza
Quando chove no Sertão...!

E eu aqui pensando...!
Saudade desse Sertão...!
Descrito por Zé Joel, Dr. Napoleão
Aquele cartão postal ...!
Engenho, fazenda e canavial.
E... o sertão perdeu o encanto...?

Quem te viu e quem te ver:
Do boi o berro é um pranto.
E as aves bateram asas....!
Xexéu, cibito e bem-te-vi
Vaqueiro, cavalo, cachorro
Zé... traz as ancoretas e o jumento... 
Cadê o carro de boi...?

Vaqueiro foi “pro” outro canto
 - E ...pra... onde  d’jabo... foi...?
Nem é bonito o anoitecer...
O aboio é de cortar coração
Até o tum, tum, tum do pilão

Dá tristeza o que se vê...!
As farinhadas e renovação
Não tem mais animação...!
- Ai... Ai... que saudade,....!
Do amanhecer, lá no sertão...!



sexta-feira, 6 de julho de 2018

VIDA E LUTA DE FRANCILDO SILVA


Por : Francildo Silva   

1.
Aqui eu vou começar
Pedindo ao Pai Criador
Benção para me inspirar
E relatar com amor
E auto- biografar
Minha história pro senhor

2.
Meu nome é Francildo Silva
De sobrenome Cesário
Não sou nem um relicário
Mas agradeço á vida
Com todo  itinerário 
Com sua missão cumprida

3.
Nasci no mês de setembro
Dia 05 foi a data
71 eu me lembro
De maneira bem exata
Só agora eu relembro
Juazeiro bem pacata

4.
Meu pai era seu  José
Minha mãe Marina Silva
Os dois simples no que é
Veio da lida sofrida
Coração cheio de fé
De cada luta vivida

5.
Irmãos  tem um batalhão
10 pra não perder a conta
Nesse tempo no sertão
A  ocupação era tanta 
Meninada de montão
Pra cabeça ficar tonta

6.
Dos filhos era mediano
Logo cedo labutei
Toda infância trabalhando
Minha família ajudei
Vivia comercializando
Pastel , cocada entreguei

7.
Comecei compreender
Logo cedo o que era á vida 
A lição que me fez  ver
Trabalhar como  medida
Estudar era querer
Porém  difícil era a lida

8.
Com  08 anos de idade
Vendia pastel na feira
Da cidade a cidade
Indo e vindo na carreira
Passava necessidade
Mas não fazia besteira

9.
Não perdia tempo não
Não enjeitava trabalho
A meta era o ganha pão
Mesmo sendo quebra galho
Só pensava no tostão
Não importava o empalho

10.
De tudo provei  na  vida
No quesito trabalhar
Não tinha medo na lida
Precisava desfrutar
Pelo menos á  comida
E a família sustentar

11.
Fui palhaço, vendedor
Camelô e caçambeiro
Ourives ,  pastorador
Ajudante de pedreira
Auxiliar de pintor
E vendedor de tempeiro

12.
Entre a lida e á vontade
De querer sonhar mais alto
Pensava com humildade
Como ia dar um salto
Faltava oportunidade
Pra conquistar este palco

13.
Meu pai simples sem poder
Só tinha filho á vontade
Arrumava o que comer
Com muita dificuldade
A vontade do saber
Ficou na necessidade

14.
Tinha a responsabilidade
Pra família sustentar
A lei da severidade
Era  norma a executar
Papai com autoridade
Tinha pulso pra mandar

15.
Fui pra roça logo cedo
Juntamente com papai
Não tinha nem aconchego
E nada que o atrai
O rojão era o jeito
E mais um sonho se vai

16.
Depois fugi pra cidade
Desbravando sem temor
Passava necessidade
Mas não faltava amor
Trabalhava sem maldade
Coragem força e fervor

17.
Vendi picolé também
Cuidei de jardim na rua
No cemitério  fiz bem
Aguação de sepultura  
Só pra ganhar um vintém
E comprar de rapadura

18.
Ainda quando menino
Trabalhei de engraxate
Chorava ao ouvir o sino
Lá na matriz quando bate
Pois desde  pequenino
O trabalho era o embate

19.
No domingo ia pra missa
Mas era pra trabalhar
Pois a vontade premissa
Era poder participar
Da santa eucaristia
Chorava pra se acabar

20.
As canções que eu ouvia
No socorro e na matriz
Padre Zezinho me fazia
Sentir-se muito feliz
Porém eu não podia
Fazer aquilo que quis

21.
Com 13 anos de idade
Fugi para Fortaleza
Porque na minha cidade
De nada tinha certeza
Fui buscar felicidade
Mas encontrei foi dureza

22
Menino do interior
Na capital não é nada
Porque com grande temor
Era cair em cilada
E enveredar com fervor
Fazendo coisa errada

23.
Mas Deus é rico em poder
Mostra até no sofrimento
Que sua obra é fazer
Da vida o ressurgimento
De   quem  procura viver
Na busca do mandamento

24.
Provei da vida o amargo
Passei fome e fiquei só
Por pouco não me estrago
Por aqueles derredó
Porém no meu peito trago
A paciência de Jó

25.
Na capital enfrentei
Resistência e exclusão
Em quem eu acreditei
Sofri  á decepção
Confesso que até provei
Do diabo o seu ferrão

26.
Deus nunca faz coisa a toa 
Respeita nosso pensar
Temos cada lição boa
Quando queremos olhar
Papai do céu não caçoa
A começamos  mudar

27. 
Voltei pra minha cidade
Planejando a volta dar
Encontrando de verdade
O aconchego do lar
Mesmo com dificuldade
Procurei logo estudar

28.
Matriculei-me na escola
Fui fazer o supletivo
As letras foi minha mola
E o maior incentivo
Fiz do saber a bitola
A saída foi o livro

29.
Fiz o meu 2º grau
Entrei para o seminário
Dediquei- me  sem igual
Criei  um vocabulário
E num plano divinal
Mudei meu itinerário

30.
Estudei com muita fé
Alimentei com fervor
Logo dei um ponta- pé
Na tristeza e desamor
Conselhos de seu José
Recebi e dei valor

31.
Não quis a vida de padre
Não sei se faltou vocação
De padre me fiz compadre
Pai de família cristão
Portanto que a DEUS agrade
Nesta bonita missão

32.
Historia ainda tenho
Para contar mais um pouco
Porém nesse desempenho
Contarei em outro escopo
Por enquanto me contenho
Se não eu vou ficar louco. 



quinta-feira, 5 de julho de 2018

C A A T I N G A

Autor: Francisco Temóteo Ribeiro
Sertão do Ceará – Brasil.


 Letra “A” se repete
Palavra do idioma
Única do nosso planeta
Onde a vida se soma
Nossa Caatinga é essa
Biodiversidade nessa
Chamamos de bioma

Essa é a caatinga
Fauna, flora, folclórica
Agave, avelós, imbuzeiro
Veredas históricas
Palma, Mandacaru, Juazeiro
Bode, cabra, paidichiqueiro
Água de açude, barreiro
  
Vida contada aqui
No meio do nosso Sertão
Contos, conflitos, dilemas
Cantigas e renovação
Tem tiú, urubu, carcará
Cobra, tatu, mangangá
Coisinhas desse torrão
  
Caatinga é bem assim
Tem xote, xaxado, baião
O aboio do vaqueiro
Dando ritmo a canção
Temperado é prato feito
De TÃO SER desse jeito
Gostoso é  SER TÃO...!
  
Aqui não tem escuridão
Tem luz de vagalume
E noites de assombração
Há luar, flores, perfumes
As modinhas de amor
O pássaro beija-flor
De SER TÃO há ciúmes!



quarta-feira, 4 de julho de 2018

A MERENDA E O SONHO

Poeta Wilson Vieira

Eu não vivo escrevendo
o que é realmente necessário
porque não sei.
Quisera escrever a merenda e o sonho
das minhas carências,
mas eu posso?

O poeta só quer fabricar
coisas extraordinárias,
mas lhe brotam as canções
com as doenças das paisagens,
com as do seu intestino,
malgrado o farto empenho,
as suas oblações e desatinos!
O engenho das canções
escapa das suas inábeis mãos
malgrado os nervos travados!

O poeta afere a palavra que assenta,
a idéia que distribui e a que resulta?
Ah, mas se tudo não é uma idéia:
é apenas um sentimento escarificado,
sentimento acantonado no continente
do esquálido peito
é apenas!

O poeta nem inventa,
nem afaga, nem insulta;
ele apenas abre a gruta
das suas elaborações
e chama as suas lavas,
acorda seus vulcões!

Eu, por mim,
evidentemente não tenho palavras
e vivo trabalhar
para não morrer sozinho.
Poeta, em Recife,
se conta é no metro cúbico
e mesmo o Brasil
está tão desgraçadozinho!...

Ah, mas não tenho culpa!
Eu só lanço a frase,
eu só lanço a frase
que, sem mim, tadinha, morre.
Eu socorro a frase,
mas quem me socorre?



CADÊ OS ANIMAIS?


Escreveu:  Fco. Timóteo Ribeiro

Animais estão sumindo?
Agrotóxicos e queimadas
Verdes campos amarelando
Florestas: matas ameaçadas
O Homem caçando, cortando,
E raras espécies dizimadas

Rios e fontes secando
A vegetação envenenada
Picos, morros desmoronando,
Pela erosão causada
E o homem queimando,
A camada desequilibrada

Cadê os pássaros e animais
Cadê o canário, azulão, tiziu,
O campina não se vê mais
O pássaro preto sumiu
E aonde anda o sabiá?
O “cibito” também fugiu.

Cadê pintassilgo, bigode,
Gola, bico de prata, socó,
Sanhaço, bem-te-vi, vim-vim
Engaiolaram papagaio, curió,
Não se vê periquito “greguilim”
E no brejo nem “corrór”.

“Lavandeira”, nem beija-flor,
Nem calango, preá, e tiú,
No lixão é um horror
  (porco, cachorro, urubu)
A fumaceira acabou
Com preá, peba e tatu.
E a protetora sociedade
Cadê ambientalistas?
Da Fauna e da Flora
E das fontes naturais
 A proteção se faz agora:
Dos animais e reservas florestais...!



domingo, 1 de julho de 2018

GALERIA DE FOTOS DAS REUNIÕES

Estamos disponibilizando fotos das Reuniões da Confraria. 











REUNIÃO MENSAL DA CONFRARIA LITERÁRIA DE BARBALHA


Foi bastante participativa a Reunião mensal da Confraria Literária de Barbalha acontecida no último sábado, 30/06/2018, na Central da Pizza na Praça Filgueira Sampaio, Centro Histórico da cidade. Debatemos sobre o possível lançamento de uma caixa de Cordel, contendo trabalhos de Poetas da nossa cidade, como também de um livro de escritores, cronistas, jornalistas e poetas.

Decidimos também pela criação do nosso blog, um local destinado as publicações importantes do grupo.

Próxima reunião 28 de julho de 2018.

DIA DO POETA