Escreveu:
Francisco Temóteo Ribeiro
Parece que o chão está fervendo e podemos chamar de efervescência. Já 1.910 o frevo tirava muita gente do chão pelas ruas de Olinda e Recife. O frevo também é comemorado em 09 de fevereiro no Recife. Porém o dia do Frevo é 14 de setembro, data do nascimento do criador Osvaldo de Oliveira que nasceu em 14 de setembro de 1.882. Osvaldo de Oliveira foi um jornalista que criou a palavra “frevo”. Osvaldo de Oliveira fez uma reportagem com referência ao ritmo frenético: “as pernas entrelaçam, os braços cruzam o ar riscando o céu com uma sombrinha multicolorida”. É o frevo dança pernambucana nascida em Recife. É uma dança folclórica típica do carnaval de rua tocado por instrumentos e sem som de vozes. Declarado Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2.012 pela Organização das Nações Unidas. É uma dança fantástica que requer muito preparo físico e gingado. É alegria total do carnaval pernambucano. Com influência de ritmos agitados como o maxixe, as marchinhas carnavalescas, a capoeira e outros estilos africanos. O frevo ganhou este nome em referência a rapidez no movimento dos pés e corpo, como se o chão estivesse a “ferver”. Como foi dito cima.
Outros estados do Nordeste também tocam o frevo. Porém, é um tipo de dança brasileira, originada do Recife. Aqui no Ceará, já que somos vizinhos de Pernambuco tocamos bastante frevo graças à versatilidade dos nossos músicos: Em Jardim por exemplos citamos Zé Menezes, (saudosas memórias) o maestro Azul (radicado em Crato), Dedé, Bijão, Severino e outros. Em Barbalha ao som do sax Pedro Mariano, Valdemiro, Zé de Noca. Ao som de clarinetes: Ciro, Ferreirinha, Antônio Fideles e do trombone Nego Bé e outros bons músicos. Devemos ressaltar a nova geração que merece destaque através das escolas das Filarmônicas: São José e Batutas do Rosário.
São esses os nossos comentários em alusão ao dia do F R E V O que arrasta multidões pelas ruas do Recife, embalados pelos blocos carnavalescos a exemplo do Galo da Madrugada, o maior bloco do mundo diga-se de passagem.
Viva a boa música brasileira, viva o frevo.
Barbalha, CE. 14 de setembro de 2.018

